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30 junho, 2017

Tia, professora ou catequista?




Não é segredo para nenhum de nós que catequistas são chamados de tias e tios pelos catequizandos, e muitas vezes os próprios catequistas chamam outros catequistas de tios.  Meus catequizandos também me chamam de tia, com exceção de duas crianças que me chamam de catequista. Confesso que quando uma delas me chamou de catequista pela primeira vez, naquela turma e em toda a minha vida na Igreja, eu estranhei. Sou catequista desde 2003. E ouvir uma criança me chamar de catequista e não de tia, foi como ouvir o próprio Jesus confirmar a minha missão, quem eu sou, e por que estou na catequese. 

Quero convidar você para refletirmos um pouco mais sobre este assunto. Por que as crianças nos chamam de tia? Por que os próprios catequistas se veem como tios? De onde vem isso? Quando a catequista deixou de ser chamada pelo nome e  passou a ser chamada de tia? (Ás vezes quando encontro uma criança perdida na igreja e pergunto o nome da sua catequista, a criança não sabe dizer. Ela chama a catequista de tia. Não sabe o nome.)

Para refletirmos sobre a origem do "tia" fora do contexto familiar, vamos pensar nas professoras de educação infantil. Como são chamadas pelos alunos? Tia? É ou não é? Você tem filho pequeno? Como ele se refere à professora? Lendo sobre esta questão  na educação infantil, eu então descobri porque a(o) catequista virou tia(o). Na escola, as crianças chamam a professora de tia. Quando
chegam na catequese, elas acham que a catequista é professora. Acham que catequese também é escola. Então se aprenderam que a professora que ensina português e matemática é tia, então a pessoa que está ali numa sala (parecida com a sala de aula), que "ensina" sobre Deus e que faz chamada igual na escola, com as cadeiras enfileiradas igual na escola, é professora também, e então podem chamar de tia (tia=professora).

Tem muitos estudiosos que desconstroem a ideia de chamar a professora de tia, inclusive o grande nome da pedagogia Paulo Freire escreveu sobre como é falho ver a professora como tia: "Ser professora implica assumir uma profissão, enquanto ser tia é no fundo uma ideologia que trabalha contra o rigor da profissionalização da educadora, como se para ser uma boa professora fosse necessário ser pura afetividade." 

Só para você perceber que da mesma forma acontece na Igreja, com nós catequistas. Já percebeu que alguns pais acham que a catequese é creche ou  escola? Daí a importância de conscientizarmos que  catequese não é escola e que catequistas não são professores ou tios. Os catequistas têm uma missão:  promover\facilitar a iniciação à vida cristã de crianças, adolescentes, jovens e adultos, educar a fé, ser canal de graça para que esses catequizandos se tornem cristãos comprometidos com a Igreja.

Acredito sim que da mesma forma que as professoras da educação infantil são reduzidas no seu papel de educadoras quando são chamadas de tia, catequistas também são reduzidos a professores de religião. Precisamos assumir nosso papel dentro da Igreja, somos catequistas e queremos ser chamados pelo nome. Temos uma missão. Não somos tias ou tios, somos discípulas e discípulos.

Terei certeza de que toda comunidade católica entendeu o papel da catequese na vida das crianças quando todos começarem a chamar catequista pelo nome, como Jesus chama cada um de nós pelo nome.

(Vamos continuar conversando nos comentários? Como é na sua paróquia? As crianças chamam os catequistas pelo nome?)


Catequista Cris Menezes
em Brasília-DF

Um comentário:

  1. Sou catequista e fui professora durante algum tempo, e nunca me incomodei que as minhas crianças, tanto da escola quanto da igreja, me chamassem de tia. Não vejo o "tia" como uma diminuição da função de professora ou de catequista, mas sim como uma forma carinhosa das crianças nos tratarem. As crianças hoje são muito carentes, a maioria dos pais não dá a atenção devida a elas, então elas acabam buscando um aconchego nessas pessoas próximas, com quem se sentem confortáveis, e de quem gostam muito. Só não gosto mesmo que os catequizandos me chamem de professora, para diferenciar bem a catequese da escola, até porque usamos o espaço da escola do bairro para nossos encontros. Não quero que as crianças tenham pela catequese o mesmo sentimento que têm pela escola, que muitas vezes não é bom.

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