17 julho, 2016

Dinâmica: "Somos o bom perfume de Cristo." Despedida da Crisma






Hoje foi o último encontro de catequese. Dia de despedida.
Escolhi uma lembrancinha que marcasse este último dia e o início de um outro tempo: crismandos que serão seguidores e discípulos de Jesus.

Conversei uma vez com meu coordenador da Primeira Eucaristia e lembro dele falando que podíamos dinamizar a passagem bíblica (II Cor 2,15) que diz: "Porque para Deus somos o bom perfume de Cristo".

É uma boa oportunidade  para perfumar a catequese. É como traduzir a palavra de Deus em imagem, som, cheiro, vida. 

Pesquisei na Internet e achei um site evangélico que criou uma dinâmica a partir deste versículo acima. Dizia para cortar pequenos lenços de TNT ou papel ofício, perfumar e dobrar. E colocar dentro do lenço a frase  bíblica.  Mas não tinha nenhuma imagem do lenço. Então, eu tive que criar. 









O perfume, eu borrifei por último, depois de colar a frase e dobrar o lenço.  Amarrei o TNT  com barbante.





Conduzir assim: Pedir para os catequizandos sentirem a fragrância no lenço, abrir e ler o versículo.

O catequista pode fazer uma reflexão a partir desta linda passagem bíblica. Acredito que esta palavra- "Somos o bom perfume de Cristo"- combina muito com a crisma. Os crismandos serão ungidos com o óleo do Crisma, este óleo antigamente era perfumado. A partir da imposição das mãos e da unção do óleo, o cristão recebe o Espírito Santo. Na comunidade cristã dos primeiros discípulos, após a imposição das mãos, o discípulo era  enviado para fazer o que Jesus fazia, continuar a missão Dele.


Coloquei os nomes deles na árvore luminosa para lembrá-los que devem ser luz do mundo!




Obrigada. Deus ama você.
Cris Menezes
Catequizando Feliz Blog

15 julho, 2016

Planejamento na catequese: por onde começar


"Planejar é construir a realidade desejada." (Gandin)



Foto: Paraty RJ

Eliane Godoy, em seu livro Planejamento na Catequese (2014), afirma que para planejar a catequese, o catequista precisa antes de formação.  Quero, com este post, ajudar você, catequista, a compreender melhor o processo de planejamento na catequese, contribuindo também para sua formação contínua. Então, usarei como base o livro citado acima da Eliane Godoy para nos aprofundarmos mais em planejamento na catequese. O livro é muito técnico, mas é excelente.
Vamos lá?

Por onde podemos começar o planejamento? 

(Eliane Godoy  nos orienta no planejamento utilizando os trabalhos do autor  Danilo Gandin e se inspira nos sete passos metodológicos para  planejamento pastoral. Godoy propõe, neste processo,  que o planejamento seja participativo e envolva a todos.)

Os primeiros passos para fazer um planejamento é o marco referencial -Situação inicial: (marco situacional, doutrinal e operacional) seguido do diagnóstico (Gandin). 

Importante: Para planejar, é necessário conhecer os ensinamentos doutrinários, os ensinamentos de cristo,  os documentos da Igreja e os princípios básicos da catequese. Vamos ainda definir onde a catequese quer ir, escolher uma linha de ação e como vamos nos organizar.


O que é o diagnóstico? O Diagnóstico não é só uma descrição da realidade, mas também o julgamento desta realidade "na comparação com aquilo que queríamos que fosse." 

"O Diagnóstico compara aquilo que se pensa e se quer com aquilo que se faz na prática. A intermediação entre o pensar e o agir é feita no diagnóstico." (Gandin e Cruz)

Como podemos fazer o diagnóstico da realidade? 


Vamos começar então olhando para a realidade*, para o que nós temos agora, o que estamos fazendo. *Não desconsiderar os aspectos políticos, sociais, econômicos, culturais, religiosos, as pastorais locais e sua organização.
Pense: Como está a catequese hoje? 

Agora, iremos confrontar a realidade com o ideal de catequese que queremos. 

Reflita:  "Qual a distância entre a realidade em que se atua e a que se deseja?"

Eliane Godoy (pag. 24)  alerta para a necessidade de se fazer este diagnóstico "para se ter clara a dimensão da realidade em que se quer investir e qual o caminho que se deve percorrer nessa realidade para poder transformá-la." 

Durante o diagnóstico, Eliane Godoy sugere que procuremos identificar os "sintomas positivos" da realidade em que atuamos (prática), que nos aproximam da realidade desejada, e os sintomas negativos (nós críticos) que nos distanciam da realidade desejada". O grupo de catequistas pode listar as ideias e os projetos que frutificaram e os que não produziram bons resultados. 

Um diagnóstico faz com que identificamos as necessidades para podermos agir. Por exemplo, pensando aqui sobre a realidade da minha comunidade, posso falar que a maioria dos catequizandos não frequenta a missa. Mas descobrimos que  muitos  pais  são distantes da Igreja e não frequentam a missa também. O que desejamos? Que os pais e os catequizandos vão juntos a missa. Pois bem, temos a leitura da realidade (resultado do exame): Os pais não frequentam a missa; sintomas (problemas): Os catequizandos não vão a missa porque os pais não vão; falta de vida em comunidade; falta de vivência dos sacramentos.

Já temos um diagnóstico: uma indiferença religiosa (concorda?).  Queremos que os catequizandos frequentem a missa para ouvir a palavra de Deus, participar  da comunidade e aos poucos ser introduzidos nos mistérios de Deus.  Para que isso aconteça com mais eficiência, muitas vezes precisamos trazer os pais para a Igreja também. Os pais devem ser os primeiros catequistas de seus filhos. Isso é o ideal, ok? (Exceções: temos exemplos de catequizandos que escolheram ir para a catequese mesmo com pais evangélicos ou indiferentes. Mas neste contexto, estou me referindo aos pais católicos não praticantes.)

A partir do diagnóstico, precisamos agir, caso contrário, nós seremos indiferentes à nossa realidade e nossos problemas. Aí é que iremos traçar ações para que o Evangelho também chegue até os pais: Trabalhar conjuntamente com a pastoral familiar para resgatar esses pais, promover encontros (e não somente reuniões informativas) com eles e etc.

Esses são os passos iniciais do planejamento. Como no método ver-julgar-agir, partimos da realidade, de onde estamos agora, para depois julgarmos e iluminarmos esta realidade à luz do Evangelho, identificar as falhas, os tropeços e os acertos e traçar um diagnóstico. Só a partir do diagnóstico, é que temos condições de avançar nas etapas do planejamento: criar estratégicas, ações catequéticas, definir objetivos, programar os temas para cada etapa e, por fim, avaliar todo o processo.

Geralmente, fazemos os planejamento de temas sem este cuidado e olhar atento para a realidade e para as necessidades da nossa comunidade. Precisamos aprender a fazer, e para isso, não basta ter boa vontade, é preciso ter conhecimento, formações e segurança na metodologia a ser aplicada.

O próximo passo é planejar o encontro catequético. Siga o blog no Facebook e no blogspot  para acompanhar os próximos posts sobre planejamento na catequese.

Obrigada. Deus ama você.
Cris Menezes
Catequizando Feliz Blog

13 julho, 2016

Como planejar encontros de catequese-Método ver-julgar-agir...


Por Cris Menezes

Sei que muitas pessoas ingressam na catequese sem a menor preparação, sem nenhuma formação.  Não sabem nem por onde começar. Mas não devia ser assim. Catequista precisa de formação inicial e contínua. Catequista sem formação chega na catequese chamando o encontro de aula e os catequizandos de alunos.  A coordenação precisa fazer formações iniciais, chamar o pároco para fazer formações com os catequistas,  encaminhar para a Escola Catequética. Não há que ter pressa neste processo. Sei que a necessidade de catequistas é grande, e que isso faz com se aceitem catequistas para depois começar a prepará-los . 

Se você que está lendo este texto for iniciante na catequese, cobre dos seus coordenadores formações. E se você já é antigo, não se acomode, continue estudando o catecismo, fazendo a leitura orante da bíblia e buscando cada dia mais ser o bom entendedor da palavra de Deus, que é a fonte principal da catequese.


Então, por onde começar? Catequese tem uma metodologia? 

Primeira coisa é nos livrarmos desta ideia de que vamos dar catequese. Não. Vamos fazer catequese! 
O método recomendado pelo Concílio Vaticano II é : 

ver -Olhar a realidade
julgar- Iluminar a vida com a palavra de Deus
agir -Atitudes-Ações-Mudança
celebrar-Oração-Intimidade com Deus

O método não é engessado como nos orientou a formadora Sandra na Escola Catequética. Não necessariamente precisamos começar o encontro pelo "ver". O catequista tem a liberdade de começar com o "iluminar" ou "celebrar", por exemplo.

O encontro de catequese precisa ser um ciclo, nada demarcado como: agora é hora da oração, agora é a hora de ler a bíblia, agora é hora de desenvolver o tema. Não! O encontro precisa fluir, ir se desenrolando com naturalidade. 

 Este método irá orientar nosso planejamento. Sim, precisamos planejar. Catequese não se faz na improvisação. Não é porque você já é antigo na catequese que não precisa planejar. Sei, por experiência própria,  que depois de uma década fazendo catequese, já temos todos os encontros esquematizados na cabeça. Mas é importante pararmos para pensar cada encontro outra vez, mesmo que já planejamos aquele tema umas 100 vezes. Cada planejamento é único. Cada turma é diferente.  Podemos ter outras ideias para dinamizar o encontro. Eu estudo sobre Eucaristia há tanto tempo e sempre aprendo algo novo.

Antes de planejar, estude, leia, aprofunde, seja especialista do que vai falar. Não se limite apenas ao Google. Procure nos livros também. Muitos catequistas não têm condições de comprar livros, então que tal montar numaa sua comunidade, com a ajuda de todos,  uma biblioteca para uso comum para todos os catequistas?  

O encontro de catequese precisa ser tirado da vida, da realidade política, social, religiosa, ideológica... Fica muito mais fácil para o catequizando compreender se o tema partir da realidade, de algo que ele conhece, que ele sabe, que lhe é próximo. E a partir da realidade, é que vamos avançando aos poucos.  Por exemplo, para falar de Eucaristia, que é o alimento espiritual, podemos começar perguntando sobre como são feitas as refeições na casa dele. (Peguei esta sugestão na escola catequética.) Da mesa da refeição, do almoço e da janta, partimos para a mesa do pão espiritual, que é a Eucaristia. Para falar da história do povo de Deus, dos patriarcas Abraão e Moisés, comecei falar dos refugiados que é o tema atual. Abraão saiu da sua terra em busca de uma terra prometida por Deus que jorrasse água e mel. Abraão partiu de sua terra em busca de melhores condições de vida. Mão é isso que muitas pessoas fazem ainda hoje? 

Muitos catequistas pulam o "ver" pois acham difícil olhar para a realidade e conectar a vida ao tema do encontro. Então comece a fazer o exercício de olhar a realidade. sim, você catequista, comece a olhar para a realidade, não só para planejar os encontros, mas diariamente. Esteja atento ao que acontece no mundo, o que acontece no seu bairro, na sua cidade, no mundo. Estar atento à realidade é fundamental para todo cristão, pois como ser sal e luz do mundo sem estar olhando para a vida o tempo todo? Lembre-se que ser luz do mundo significa influenciar a sociedade. Aprendi isso, lendo os textos de reflexão sobre o evangelho do dia, e fazendo a leitura orante. Recomendo muito que comece a fazer leitura orante da Bíblia.  Procure um bom site que comente o Evangelho. Tenha intimidade com a palavra de Deus.

A catequese precisa estar conectada à realidade, não pode ser um tema solto, desconectado da vida. Mas só olhar a vida não adianta. Precisamos olhar a vida e olhar a fé, iluminar a vida com a fé (Passo Julgar ou iluminar do método). E fazemos isso com a palavra de Deus, por isso a Bíblia é a principal fonte da catequese. 

É importante que o catequista aprenda a questionar seus catequizandos, deixar que eles falem, que se expressem. É um encontro, não uma palestra. É neste encontro que precisamos dialogar, com a vida, com a bíblia, uns com os outros.

O encontro de catequese precisa atingir o coração do catequizando, não só a mente. No celebrar é o momento da oração, da interiorização, de silêncio, espiritualidade para que a palavra de Deus possa frutificar na vida de cada catequizando. Podemos celebrar de diversas formas, com uma música, com uma dinâmica que nos ajude a entrar em intimidade com Deus. No encontro sobre Eucaristia, por exemplo, no final celebramos partilhando o pão como Jesus fez com os discípulos.

É importante depois das reflexões e da iluminação da Palavra de Deus possamos ter um ação prática, é o nosso compromisso com Jesus, nosso sim transformado em ação (agir), em atitude. 

Avancemos!

Deus ama você.
Catequizando Feliz Blog

Autoavaliação do catequista





Avaliar a catequese é importante, inclusive é um dos passos do método ver-julgar-agir: o passo rever.  O catequista precisa frequentemente avaliar sua catequese, parar e pensar no que pode ser melhorado, avaliar os encontros, se a metodologia está adequada. É preciso checar se a catequese está indo bem, não é mesmo? 

É essencial também fazer uma autoavaliação como catequista: você com você mesmo, olhar par si e  olhar o caminho percorrido até aqui. Tente identificar falhas, tropeços, acertos e ganhos. É assim que crescemos: na constatação de quem somos, de quem seremos ser, de onde estamos, onde queremos chegar.  Depois deste olhar atento, peça ao Espírito Santo disposição para mudança. 


Sugiro a leitura deste post (blog Catequese da Diocese de Piracicaba sobre como avaliar a catequese) clique aquiOutro material que encontrei, e que pode ajudar nessa autoavaliação, foi retirado do blog Caminhando ao encontro que reproduzo aqui. 

1. Programação1.1. Fiz a programação da catequese?
1.2. Participo nas reuniões da minha fase de catequese/grupo de catequistas?

2. Catequese2.1. Preparo com a devida antecedência a sessão de catequese?
2.2. Preocupo-me em ser pontual fazendo um esforço por não chegar atrasado à catequese?
2.3. Durante a sessão de catequese tenho o cuidado de respeitar os cinco momentos (acolhimento, experiência humana, anúncio da Palavra, expressão de fé, avaliação)?
2.4. Faço um esforço por procurar e usar metodologia adequada a cada sessão de catequese?
2.5. Durante a sessão de catequese promovo a participação de todos os membros do grupo?
2.6. Procuro fazer regularmente referência às figuras espiritualmente fortes da minha paróquia (padroeiro local, santos ligados a algum movimento…)?
2.7. Penso que as crianças percebem a mensagem de cada sessão da catequese e atingem os objectivos propostos?
2.8. Promovo momentos de oração para as crianças do meu grupo de catequese?
2.9. Avalio semanalmente a sessão da catequese?
2.10. Promovo o contacto com os pais das crianças?
2.11. Reconheço a importância e esforço-me por fazer acompanhamento pessoal das crianças? 
2.12. Incentivo a participação das crianças na Eucaristia?

3. Sacramentos / Oração
3.1. Cultivo a minha vida espiritual fazendo oração pessoal e comunitária?
3.2. Assisto à Eucaristia dominical da minha comunidade?
3.3. Dou importância ao sacramento da Reconciliação?

4. Formação
4.1. Invisto na minha formação pessoal participando nas sessões de formação locais e/ou nacionais?
4.2. Tento estar atento e ler os documentos que vão sendo produzidos pela Igreja?

5. Relacionamento Interpessoal

5.1. Tento estabelecer comunicação (por exemplo, dando sugestões) com os diferentes sectores paroquiais (liturgia, formação, cultura, acção social, vocações,…)?
5.2. Esforço-me por trabalhar em equipa com os outros catequistas?

6. Actividades Paroquiais

6.1. Participo noutras actividades da paróquia para além da catequese?
6.2. Incentivo e promovo a participação das crianças noutras actividades da paróquia, para além da catequese?
6.3. Participo nas actividades de âmbito diocesano ou nacional ligadas à catequese?
Adaptado de “catequistas”, nº 10, Junho de 2005, Edições Salesianas

Julho/dezembro/janeiro são  ótimos tempos para paramos e avaliarmos a catequese, pois são finais de etapas e ciclos. A coordenação poderia promover esses encontros avaliativos e, ao final, cada catequista pode partilhar algumas dessas questões. É tão bom poder interagir com os catequistas que caminham com a gente. Essas partilhas ajudam  o grupo se conhecer mais, fortalezando os vínculos e a equipe, e a catequese toda ganha com isso!

Obrigada.
Cris Menezes
Catequizando Feliz Blog

10 julho, 2016

O que é Espiritualidade?








Quando falamos em espiritualidade, o que vem a sua cabeça? O que é espiritualidade para você?

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É muito comum acharmos que espiritualidade é oração. A oração alimenta nossa espiritualidade, mas espiritualidade é mais do que rezar. Como você verá no texto a seguir, espiritualidade é deixar-se ser conduzido(a) pelo Espírito santo, é um jeito de ver a realidade e viver a vida inspirada pelo projeto de Jesus,

Neste post, vamos refletir um pouco sobre o que é espiritualidade. Deixo aqui com vocês um trecho de uma apostila da Escola Catequética. (Não sei a autoria do texto.)

"Espiritualidade tem muito a ver com o sentido que damos à vida, aos fatos e acontecimentos. A interpretação que damos a tudo o que vemos é fruto do tipo de espiritualidade que cultivamos. O modo como encaramos as coisas e a leitura que fazemos da realidade depende do tipo de espiritualidade que cultivamos. Isso significa que a espiritualidade influencia a maneira de enxergar o mundo e as coisas ao nosso redor.  Espiritualidade vem de Espírito, ou seja, uma força que envolve todo o ser da pessoa. Assim, espiritualidade é justamente o nosso modo de perceber o "espírito" do que acontece à nossa volta. A espiritualidade nos faz entender o que há de transcendente ao nosso redor.
Na vida do cristão, a espiritualidade é a vivência da fé sob o impulso do Espírito Santo. É deixar o Espírito Santo motivar, animar, impulsionar a vida pessoal, o relacionamento com os outros, a vida da comunidade, da família. O Espírito anima, impulsiona, provoca unidade, energia e ardor.(...) 
A espiritualidade faz com que eu deixe o Espírito Santo inspirar o meu modo de pensar e animar todo o meu agir, Pela espiritualidade cristã assumimos um estilo de vida, um jeito de viver, um modo de estar no mundo. A espiritualidade cristã é a espiritualidade de Jesus, segundo seu Espírito. É viver como ele viveu, fazer o que ele fez, viver o que ele viveu, assumir o seu projeto. É servir aos irmãos. É comprometer-se com o Reino de Deus como Jesus se comprometeu."

(...)

"A espiritualidade não é abstração, distanciamento dos fatos, da realidade, mas é viver, testemunhar e agir neles segundo o Espírito de Deus. Espiritualidade não é uma parte da vida, mas a vida inteira guiada pelo Espírito  Santo. Quem deseja viver uma espiritualidade autêntica não pode ficar parado, fechado às moções, aos apelos do Espírito Santo, não pode fechar-se em si mesma ou nas suas convicções. O Espírito é sempre questionador, impulsionador, animador.
Espiritualidade cristã é um estilo de vida que deve ser construído diária e permanentemente, é um exercício , um caminho de busca. É um itinerário na busca de Deus através de Jesus Cristo, no compromisso de gerar vida e justiça para todos.
Vale lembar que não há apenas um tipo de espiritualidade, mas várias espiritualidade. Há a espiritualidade do leigo, do monge, do padre, da religiosa, do franciscano, do redentorista, do budista, do muçulmano, do catequista e assim por diante. E cada um tem uma espiritualidade que lhe é própria.
Espiritualidade não consiste simplesmente na realização de exercícios devocionais religiosos, mas num modo de posicionar-se na vida e ver todas as coisas. 

A Espiritualidade ajuda o catequista a ter maior intimidade com Deus, a crescer no seguimento de Jesus como seu discípulo e a viver com coerência seu projeto de vida cristã."


Acompanhe os próximos posts para continuarmos esta prosa.

Obrigada. 
Cris Menezes