28 maio, 2016

Fazendo flores de origami na catequese


Estamos organizando aqui uma Feira Bíblica Mariana. Pedi sugestões, na turma, de lembrancinhas e a catequizanda Márcia sugeriu essas flores de origami.

Flores confeccionadas pelas catequizandas

Este é o modelo que ela nos enviou . Fonte: como fazer em casa



O que vamos precisar:
Papel ofício (da cor que preferir)
Cola branca,Tesoura, régua, lápis.

Fiz meu passo a passo!





Para começar: Desenhe e corte um quadrado  na folha e dobre no formato de um triângulo.

 No final das dobraduras, nós colamos a pétala para fechá-la e vai ficar assim:



Esta é uma pétala da flor. Repita todo o processo 6 vezes para montar uma flor! Sim. É verdade. 
Mas as flores ficam belíssimas.


Ficam lindas para decorar a sala de catequese e para lembrancinhas!


Obrigada. Deus ama você.


Catequista Cris Menezes
http://catequesedeeucaristia.blogspot.com.br



26 maio, 2016

Minha Primeira Eucaristia


Recordo-me  do dia que recebi a Eucaristia pela primeira vez! A expectativa, a ansiedade da espera, e finalmente o grande dia, depois vários anos me preparando para conhecer Jesus Eucarístico. Lembro que engoli a hóstia! Parece que não podia mastigar, foi o que a catequista falou. Quando vi minha mãe contei a ela com entusiasmo como foi receber a hóstia consagrada! Eu fiquei tão feliz. Eu me senti tão amiga de Jesus. Graças a catequese de Primeira Eucaristia, eu voltei para Igreja para participar de grupo jovem e da Crisma. Eu me encontrei com Jesus. Jesus se encontrou comigo.

11 anos depois eu me tornava catequista de Primeira Eucaristia. E o meu amor então por Jesus Eucarístico só cresceu durante todo este tempo de catequese, de comunhão e de conversão. A conversão deve nos fazer parecer cada dia mais com aquele que comungamos, a conversão é esse ficar parecido com Jesus, por isso que a conversão não tem começo e fim, só começo, é um começar que não termina nunca, porque todos dias nos convertemos um pouquinho mais. E quando acharmos que já estamos prontos, convertidos, salvos, descobrimos quão falhos somos ainda, o quanto somos ainda egoístas e pecadores. Por isso não sou uma catequista pronta, estou em formação.

Olho para o Antigo Testamento, e vejo que Deus alimentou o povo no deserto com o maná do céu! E Ele continua nos alimentando...  Que hoje a Eucaristia possa alimentar  nosso povo que caminha faminto de pão, amor e justiça social. E que nós renovemos nosso compromisso com Jesus, de nos alimentarmos Dele e de levamos a boa notícia para aqueles que estão pelo caminho famintos e cansados: Jesus vive! Jesus nos ama! Jesus quer nos alimentar e nos confortar! A Eucaristia é partilha do pão e da vida. Não adianta partilhar o pão se não partilhamos a vida. O papa nos convida a sairmos do nosso egoísmo. E é isso que a Eucaristia deve provocar em nós: o encontro com Jesus deve levar ao encontro com o próximo. É aí que a partilha da vida acontece.

Sabe de uma coisa? Tenho a impressão que nós estamos tão conectados e ao mesmo tempo tão distantes uns dos outros. Compartilhamos tantas imagens e textos e vídeos na Internet e o que estamos compartilhando no dia a dia, dentro da nossa casa, no nosso ambiente de trabalho, na faculdade, na escola? Então, lanço o desafio: que compartilhemos sorrisos, abraços, compreensão, amizade, união, perdão, amor, Deus... A mesa da Eucaristia está posta. O que vamos levar para partilhar? 

Cris Menezes
http://catequesedeeucaristia.blogspot.com.br


22 maio, 2016

Dez coisas que os catequistas deveriam saber antes de começar na catequese

Encontrei este texto no site Portal vozes. Vamos  refletir juntos?

1ª – Você está sendo convidado para uma missão e não para uma simples tarefa que qualquer um executa. Encare a catequese como algo sério, comprometedor, útil. Suas palavras e suas ações como catequista terão efeito multiplicador se forem realizadas com ânimo e compromisso;
2ª – Sorria ao encontrar seus catequizandos. Um catequista precisa sorrir mesmo quando tudo parece desabar. Execute sua tarefa com alegria e não encare os encontros de catequese como um fardo e ser carregado;
3ª – Se no primeiro contratempo que aparecer você desistir, é melhor nem começar. A catequese, assim como qualquer outra atividade, apresenta situações difíceis. Mas que graça teria a missão de um catequista se tudo fosse muito fácil? Seja insistente e que sua teimosia lhe permita continuar nesta missão e não abandonar o barco na primeira situação adversa;
4ª – Torne os pais de seus catequizandos aliados e não inimigos. Existem muitos pais que não querem nada com nada na catequese. Mas procure centrar o seu foco naqueles que estão empolgados, interessados e são participantes ativos. Não fiquei apenas reclamando as ausências. Vibre com as presenças daqueles que são compromissados com a catequese e interessados pela vida religiosa de seus filhos;
5ª – Lembre-se sempre que você é um catequista da Igreja Católica. Por isso você precisa defender as doutrinas e os ensinamentos católicos. Alguns catequistas que se aventuram da tarefa da catequese, as vezes, por falta de preparo, acabam fazendo, nos encontros, um papel contrário aquilo que a Igreja prega sobre diversos assuntos. Isso é incoerência das maiores;
6ª – Não esqueça da sua vida pessoal. Por ser catequista, a visibilidade é maior. Então cuide muito dos seus atos fora da Igreja. Não precisa ser um crente, mas é preciso falar uma coisa e agir da mesma forma. A incoerência nas ações de qualquer cristão, passa a ser um tiro no pé;
7ª – Saiba que você faz parte de um grupo de catequistas e não é um ser isolado no mundo. Por isso, se esforce para participar das reuniões propostas pela equipe da sua catequese. Procure se atualizar dos assuntos discutidos e analisados nestas reuniões. Esta visão comunitária é essencial na catequese. Catequista que aceita a mudar catequese e acha que o seu trabalho é apenas com os encontros, está fora de uma realidade de vivência em grupo;
8ª – Freqüente a missa. Falamos tanto nisso nos encontros, reuniões e retiros de catequese e cobramos que os jovens e os pais não frequentam as celebrações no final de semana. O pior é que muitos catequistas também não vão à missa. Como exigir alguma coisa se não damos o exemplo?
9ª – Seja receptivo com todos, acolhedor, interessado. Mas isso não significa ser flexível demais. Tenha regras de conduta, acompanhe a freqüência de cada um de seus jovens, deixe claro que você possui comando. Fale alto, tenha postura corporal nos encontros, chegue no horário marcado, avise com antecedência quando precisar se ausentar, mantenha contato com os pais pelo menos uma vez por mês. Você é o catequista e, através de você, o reino de Deus está sendo divulgado. Por isso, você precisa não apenas “aparentar”, mas ser catequista por inteiro;
10ª – Seja humilde para aprender. Troque idéias com os seus colegas catequistas. Peça ajuda se for necessário. Ouça as sugestões e nunca pense que você é o melhor catequista do mundo. Não privilegie ninguém e trate todos com igualdade. Somos apenas instrumentos nas mãos de Deus. É Ele quem opera quem nos conduz e, através de nós, evangeliza. Seja simples, humilde e ao mesmo tempo forte e guerreiro para desempenhar a sua missão.

30 abril, 2016

Missão do Jovem Crismando


Olhando a vida de Jesus, vemos que ele foi sempre um jovem: dinâmico, sensível às alegrias e tristezas do seu povo, possuidor de senso crítico muito aguçado, conhecedor da realidade que o cercava. Sempre questionando, apontando onde o Projeto do Pai era desrespeitado, animando multidões que o seguiam com a Boa Nova do Reino, com a prática da justiça, do amor, do perdão e da misericórdia. Nessa juventude de Jesus descobrimos qual é a missão do jovem crismado.

A passagem de Lucas 4,16-21 nos mostra o próprio Jesus revelando essa missão.

Ele foi a Nazaré, onde fora criado e, segundo seu costume, entrou em dia de sábado na Sinagoga e levantou-se para fazer a leitura. Foi-lhe entregue o livro do profeta Isaías. Abrindo-o, encontrou o lugar onde está escrito: "o Espírito do Senhor está sobre mini, porque ele me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar a remissão aos presos e aos cegos a recuperação da vista, para restituir a liberdade aos oprimidos e para proclamar um ano da graça do Senhor". Enrolou o livro, entregou-o ao ajudante e sentou-se. Todos, na sinagoga, olhavam-no atentos. Então começou a dizer-lhes: "Hoje se cumpriu aos vossos ouvidos essa passagem da Escritura".

Aqui está o centro da missão do crismado e de todo cristão, porque aqui Jesus revela sua própria missão.

Em primeiro lugar, ele afirma que essa missão é dom do Espírito Santo. Ele não age em nome próprio, mas em nome do Pai e de seu Projeto, que é vida para todos (João 10,10; Mateus 5,17). Por isso é ungido: recebe a força do Espírito e é por ele enviado. Também nós, cristãos, temos de assumir como proposta de palavra e ação a dinâmica de Páscoa de Jesus, levando a humanidade a um processo de libertação, de passagem da morte para a vida. Essa Páscoa realizada e plena é o Reino que o Pai nos promete e que Jesus Cristo realiza (Apocalipse 21,3-4).

Essa é a Boa Nova (= Evangelho) da qual devemos ser portadores. E esta não é uma promessa somente para o futuro. O Reino de Deus já está no meio de nós (Lucas 17,21). Todas as vezes que produzimos vida em nosso meio, os sinais do Reino se fazem visíveis. É porque seguimos as pegadas de Jesus, pois Ele é o Reino. Nele a vontade do Pai se realiza completa-mente (Mateus 11,2-6).

Ser crismado é buscar um mundo sem injustiça

A mensagem de Jesus tem destinatários bem definidos: os pobres, os presos, os cegos, os oprimidos... O Reino de Deus é um Reino de justiça, de igualdade, amor e paz. Não há lugar para a exploração de uns poucos sobre muitos.

Assim Jesus assume preferencialmente a causa dos empobrecidos e se torna seu defensor. É preciso acabar com a fome, a opressão e a desigualdade, pois a Lei da Nova Aliança nos convoca a amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos (Mateus 22,37-39).

Anunciar, pois, uma Boa Nova aos pobres é construir com eles uma sociedade igualitária, justa e fraterna. Falar do Reino sem essa opção concreta é deixar as coisas do jeito que estão, onde a vida não brota, a opressão continua e as pessoas ficam sem esperança.

Também não podemos nos iludir: esse não é um caminho fácil. A cruz de lesus nos lembra sempre a perseguição que um justo sofre por causa da verdade (João 12,23-24; 15,13). Mas a luta não termina na morte e no sofrimento. A vida sempre vence. Todo sacrifício não é em vão (Filipenses 2,6-11; l Coríntios 19,54; 15,22-23). É preciso ter a coragem de ser profeta hoje!

Jesus nos ensina como realizar essa missão

Jesus nos deixa a sua missão e também a maneira de realizá-la. Lendo Lucas 24,13-35 (os discípulos a caminho de Emaús), percebemos como ele ensina aos jovens de hoje a levar e viver a Boa Nova do Reino.

Primeiro, é preciso estar a caminho com as pessoas, experimentando com elas seus risos e suas angústias. Só conhecendo a realidade dos que participam conosco na família, na comunidade, na escola, no trabalho conseguiremos ser sal e luz no mundo (Mateus 5,13-16). É necessário saber ouvir, saber falar. Assim, em Lucas 24,13-24, Jesus caminha com os dois discípulos e descobre que eles estão fugindo de Jerusalém para Emaús.

Outro passo é olhar a realidade que nos cerca através da Palavra de Deus.

Essa realidade está de acordo com o Projeto do Pai? Na mesma passagem de Emaús (Lucas 24,25-27), Jesus ilumina a situação com a Sagrada Escritura. Junto com os dois discípulos vai revelando e explicando os acontecimentos que estão vivenciando.

Então, depois de analisar se essa realidade constrói ou não o Reino, é preciso agir, transformar, mudar o que não está bom. E Jesus demonstra que nesse momento não estamos sozinhos. Ele está presente como Ressuscitado. E é no meio da comunidade que ele é reconhecido (Lucas 24,28-35). É na prática da partilha que transformamos nossa realidade.

Depois desse processo de evangelização (= anúncio da Boa Nova), os discípulos têm coragem de assumir a missão de cristãos, voltando para Jerusalém e enfrentando os projetos de morte.

Vocação do jovem crismado

Vemos que há muito que fazer. Os crismados são enviados a assumir compromissos na própria comunidade eclesial e em outros níveis de Igreja: liturgia, catequese, CEBs, pastoral da juventude. Ao mesmo tempo, são chamados a testemunhar o Evangelho de Cristo através de serviços em vista da transformação do mundo: nas escolas e universidades, no meio rural, no trabalho, na política, nos partidos, sindicatos, nas comissões de justiça e paz, nos movimentos ecológicos, nas associações de bairro, no lazer, nos meios de comunicação e nos mais diversos ambientes onde o cristão atua (Estudos da CNBB, n. 61). A vocação do jovem crismado abarca os diversos campos onde o leigo atua (Evangelii Nuntiandi, n. 70). Sua função social é extremamente importante. 

A Doutrina Social da Igreja, em suas diversas encíclicas, nos ajuda a descobrir o direito e o dever da Igreja de pronunciar-se sobre os problemas criados pela realidade social e pelas mudanças que nela ocorrem. Somos co-responsáveis diante do mundo em que vivemos. A Igreja, assim, caminha junto com o povo, buscando ajudá-lo a resolver seus problemas.

A Doutrina Social da Igreja é fruto da fidelidade da Igreja à sua tradição e à sua doutrina, bem como é fruto da necessidade de estar sempre ligada aos sinais dos tempos. Sua história se inicia, oficialmente, com a Encíclica Rerum Nouarum de Leão XIII (1891). Nesses mais de cem anos, muitas outras encíclicas surgiram, sempre procurando atender às exigências da justiça, através do uso responsável da liberdade, atendendo aos direitos da liberdade sob as bases da justiça.

O fim último da política e da economia deve ser o ser humano. Este, portanto, deve ter acesso ao trabalho, à gerência do mesmo e à distribuição dos bens conseguidos. A Doutrina Social da Igreja postula a promoção do bem comum: tudo para todos. Mediante essa sua ação, a Igreja busca fazer caminhar juntos o anúncio e o testemunho.

Preparação para a crisma: fim de um ciclo, começo de outro

Esta preparação quer ser uma ferramenta de trabalho com os jovens. Ao utilizá-la, tenham consciência de que ela é apenas instrumento, mediação. O sujeito dessa catequese é o próprio jovem.

Assim, a missão do crismado que anuncia a Boa Nova é ser mediação também. É provocar a transformação de uma realidade sem Deus na manifestação do Deus da Vida. Por isso, o jovem é sacramento da esperança. É instrumento de conversão, certeza de caminhada, semeador e semente.

A comunidade deve proporcionar, dentro e fora dela, espaços de participação efetiva. A relação de convivência deve ser de troca de anseios e experiências. Necessária se faz a renovação que nasce dessa juventude maravilhosa. Como segurar um vento que sopra onde quer?

Fonte: http://catequisar.com.br/texto/livro/cjcc/27.htm

28 março, 2016

Perguntas sobre confissão que você nunca teve coragem de fazer


Encontrei no blog Encontros de Catequese um material ótimo sobre o  sacramento da confissão. Podemos dinamizar o encontro com estas perguntas que reproduzo logo abaixo.  Para dinamizar o encontro podemos imprimir as perguntas e respostas separadas, misturá-las e entregar para os catequizandos. Os catequizandos que tirarem as perguntas irão, um de cada vez,  ler em voz alta. Os demais irão analisar se estão com a resposta para aquela pergunta. O que acham?

***


SACRAMENTO DA RECONCILIAÇÃO
1. O QUE É A CONFISSÃO?
Confissão ou Penitência é o Sacramento instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo, para que os cristãos possam ser perdoados de seus pecados e receberem a graça santificante. Também é chamado de sacramento da Reconciliação.

2. QUEM INSTITUIU O SACRAMENTO DA CONFISSÃO OU PENITÊNCIA?
O sacramento da Penitência foi instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo nos ensina o Evangelho de São João: "Depois dessas palavras (Jesus) soprou sobre eles dizendo-lhes: Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem vocês perdoarem os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos" (Jo 20, 22-23).

3. A IGREJA TEM A AUTORIDADE PARA PERDOAR OS PECADOS ATRAVÉS DO SACRAMENTO DA PENITÊNCIA?
  Sim, a Igreja tem esta autoridade porque a recebeu de Nosso Senhor Jesus Cristo: "Em verdade vos digo: tudo o que ligardes sobre a terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes sobre a terra será também desligado no céu" (Mt 18,18).

4. POR QUE ME CONFESSAR E PEDIR O PERDÃO PARA UM HOMEM IGUAL A MIM?
Só Deus perdoa os pecados. O Padre, mesmo sendo um homem sujeito às fraquezas como outros homens, está ali em nome de Deus e da Igreja para absolver os pecados. Ele é o ministro do perdão, isto é, o intermediário ou instrumento do perdão de Deus, como os pais são instrumentos de Deus para transmitir a vida a seus filhos; e como o médico é um instrumento para restituir a saúde física, etc.

5. OS PADRES E BISPOS TAMBÉM SE CONFESSAM?
Sim, obedientes aos ensinamentos de Cristo e da Igreja, todos os Padres, Bispos e mesmo o Papa se confessam com frequência, conforme o mandamento: "Confessai os vossos pecados uns aos outros" (Tg 5,16 ).

6. O QUE É NECESSÁRIO PARA FAZER UMA BOA CONFISSÃO?
Para se fazer uma boa confissão são necessárias 5 condições:
a) um bom e honesto exame de consciência diante de Deus;
b) arrependimento sincero por ter ofendido a Deus e ao próximo;
c) firme propósito diante de Deus de não pecar mais, mudar de vida, se converter;
d) confissão objetiva e clara a um sacerdote;
e) cumprir a penitência que o padre nos indicar.

7. COMO DEVE SER A CONFISSÃO?
    Diga o tempo transcorrido desde a última confissão. Acuse (diga) seus pecados com clareza, primeiro os mais graves, depois os mais leves. Fale resumidamente, mas sem omitir o necessário. Devemos confessar os nossos pecados e não os dos outros. Porém, se participamos ou facilitamos de alguma forma o pecado alheio, também cometemos um pecado e devemos confessá-lo (por exemplo, se aconselhamos ou facilitamos alguém a praticar um aborto, somos tão culpados como quem cometeu o aborto).
 
 8. O QUE PENSAR DA CONFISSÃO FEITA SEM ARREPENDIMENTO OU SEM PROPÓSITO DE CONVERSÃO, OU SEJA, SÓ PARA "DESCARREGAR" UM POUCO OS PECADOS?
Além de ser uma confissão totalmente sem valor, é uma grave ofensa à Misericórdia Divina. Quem a pratica comete um pecado grave de sacrilégio.

9. QUE PECADOS SOMOS OBRIGADOS A CONFESSAR?
  Somos obrigados a confessar todos os pecados graves (mortais). Mas é aconselhável também confessar os pecados leves (veniais) para exercitar a virtude da humildade.

10. O QUE SÃO PECADOS GRAVES (MORTAIS) E SUAS CONSEQUÊNCIAS?
   São ofensas graves a Deus ou ao próximo. Eles apagam a caridade no coração do homem e o desviam de Deus. Quem morre em pecado grave (mortal) sem arrependimento, merece a morte eterna, conforme diz a Escritura: "Há pecado que leva à morte" (1Jo 5,16b).

11. O QUE SÃO PECADOS LEVES (ou também chamados de VENIAIS)?
   São ofensas leves a Deus e ao próximo. Embora ofendam a Deus, não destroem a amizade entre Ele e o homem. Quem morre em pecado leve não merece a morte eterna. "Toda iniquidade é pecado, mas há pecado que não leva à morte" (1Jo 5, 17).

12. PODEIS DAR ALGUNS EXEMPLOS DE PECADOS GRAVES?
São pecados graves, por exemplo: O assassinato, o aborto provocado, assistir ou ler material pornográfico, destruir de forma grave e injusta a reputação do próximo, oprimir o pobre, o órfão ou a viúva, fazer mau uso do dinheiro público, o adultério, a fornicação, entre outros.

13. QUER DIZER QUE TODO AQUELE QUE MORRE EM PECADO MORTAL ESTÁ CONDENADO?
Merece a condenação eterna. Porém, somente Deus, que é justo e misericordioso e que conhece o coração de cada pessoa, pode julgar.

14. E SE TENHO DÚVIDAS SE COMETI PECADO GRAVE OU NÃO?
Para que haja pecado grave (mortal) é necessário:
a) conhecimento, ou seja, a pessoa deve saber, estar informada que o ato a ser praticado é pecado;
b) consentimento, ou seja, a pessoa tem tempo para refletir, e escolhe (consente) cometer o pecado;
c) liberdade, isto é, significa que somente comete pecado quem é livre para fazê-lo;
   d) matéria, ou seja, significa que o ato a ser praticado é uma ofensa grave aos Mandamentos de Deus e da Igreja.
Estas 4 condições também são aplicáveis aos pecados leves, com a diferença que neste caso a matéria é uma ofensa leve contra os Mandamentos de Deus.

15. SE ESQUECI DE CONFESSAR UM PECADO QUE JULGO GRAVE?
Se esquecestes realmente, o Senhor te perdoou, mas é preciso acusá-lo ao sacerdote em uma próxima confissão.

16. E SE NÃO SINTO REMORSO, COMETI PECADO?
Não sentir peso na consciência (remorso) não significa que não tenhamos pecado. Se nós cometemos livremente uma falta contra um Mandamento de Deus, de forma deliberada, nós cometemos um pecado. A falta de remorso pode ser um sinal de um coração duro, ou de uma consciência pouco educada para as coisas espirituais (por exemplo, um assassino pode não ter remorso por ter feito um crime, mas seu pecado é muito grave).

17. A CONFISSÃO É OBRIGATÓRIA?
  O católico deve confessar-se no mínimo uma vez por ano, ao menos a fim de se preparar para a Páscoa. Mas somos também obrigados toda vez que cometemos um pecado mortal.


18. QUAIS OS FRUTOS DE SE CONFESSAR CONSTANTEMENTE?
 Toda confissão apaga completamente nossos pecados, até mesmo aqueles que tenhamos esquecido. E nos dá a graça santificante, tornando-nos naquele instante uma pessoa santa. Tranquilidade de consciência, consolo espiritual. Aumenta nossos méritos diante do Criador. Diminui a influência do demônio em nossa vida. Faz criar gosto pelas coisas do alto. Exercita-nos na humildade e nos faz crescer em todas as virtudes.

19. E SE TENHO DIFICULDADE PARA CONFESSAR UM DETERMINADO PECADO?
 Se somos conhecidos de nosso pároco, devemos neste caso fazer a confissão com outro padre para nos sentirmos mais à vontade. Em todo caso, antes de se confessar converse com o sacerdote sobre a sua dificuldade. Ele usará de caridade para que a sua confissão seja válida sem lhe causar constrangimentos. Lembre-se: ele está no lugar de Jesus Cristo!

20. O QUE SIGNIFICA A PENITÊNCIA DADA NO FINAL DA CONFISSÃO?
A penitência proposta no fim da confissão não é um castigo; mas antes uma expressão de alegria pelo perdão celebrado.


Fonte: Padre Wagner Augusto Portugal (Site da Comunidade Canção Nova



22 março, 2016

Batismo: Nascer para fé- Ajuda para o catequista

Do livro Crescer em comunhão-Livro do catequista, Vol.3 (Editora vozes)


O sacramento do Batismo tem origem no mandato de Cristo, que enviou seus discípulos a todas as nações para ensinar as pessoas a observar o que Ele prescreveu e para batizá-las em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ainda, Ele lhes garantiu sua presença todos os dias, até o fim do mundo (cf. Mt 28, 19-20).

Para se compreender o sentido fundamental do Batismo é preciso ter em mente o mistério da morte e ressurreição de Cristo, pois o Batismo é a participação do Mistério pascal de Cristo. Na Igreja primitiva, os neófitos, ou seja, aqueles que recebiam o Batismo eram mergulhados totalmente na água. A palavra batismo significa mergulho. Mergulhar na água pode ter dois significados:

-Estar mergulhado em Cristo, sendo incorporado em sua vida e missão; sendo inserido no seu corpo a Igreja.
-Morrer para o pecado e assumir o sacrifício de Cristo que serviu e doou-se até o extremo da morte de cruz (cf. CL 2,12), para ressuscitar com Ele como novas criaturas.

São vários os sinais do batismo, como:
-A água é sinal de vida, pois possibilita viver a alegria do ressuscitado esperando também ressuscitar como Ele. Portanto , o Batismo insere o cristão no dinamismo da morte-vida: a existência oferecida como dom (morte) faz brotar a vida, que um dia alcançará a sua plenitude pela ressurreição da carne (cf. Rm 6,1-11).
-A unção com o óleo do crisma, pois o Batismo já nos faz sacerdotes, profetas e reis como Cristo e templos do Espírito Santo.
-A veste branca e a vela acesa: pois o batizado "vestiu-se" de Cristo (cf. GL 3,27) e é iluminado pelo Cristo para ser "luz do mundo" (Mt 5,14).

São várias as graças e efeitos do batismo:

-Concede  a remissão dos pecados: perdoa o pecado original e todos os pecados, embora permaneça a tendência ao pecado ( chamada de concupiscência), pelo respeito de Deus à nossa liberdade.
-Faz-se a nova criatura (2Cor 5, 17), tornando-nos filhos adotivos de Deus, e consequentemente, herdeiros da glória.
-Insere-nos na Igreja: faz-nos membros do Corpo de Cristo, a Igreja, o que faz o cristão responsável pela sua comunidade, pois ele é membro da Igreja.
-Imprime Caráter: É portanto, um sinal indelével, ou seja, sua marca jamais se apaga. Somos selados pelo Batismo (Ef 4,30). Quem guardar o selo, perseverando até o fim, será salvo.

21 março, 2016

A Verdadeira Páscoa






Não faz sentido para mim, depois de uma catequese sobre a semana santa, o(a) catequista entregar uma lembrancinha de coelho.   Você pode pensar: "Mas o coelho é um símbolo da Páscoa, não tem problema". Sim, é. Inclusive há outros símbolos: sinos, peixe, cordeiro, trigo, vela, ovo... Então, por que esta preferência mundial? Porque vende, vende milhões de ovos de chocolate, no país inteiro, que custam o olho da cara  

Entenda: a páscoa do comércio, da sociedade consumista, é esta mesmo:  ovos de chocolate e coelhos serelepes, mas não é a nossa. Faça um teste: digite "páscoa" no Google. Ok? Só vai aparecer ovos de chocolate e coelhinhos fofos. Para termos acesso ao conteúdo da verdadeira páscoa, precisamos digitar "páscoa cristã". 

Então, por que reforçar o consumismo  se a figura do coelho e seus ovos diminuíram, quando não apagaram, o próprio ressuscitado? Quando você fala da ressurreição de Jesus e depois entrega uma lembrança de coelho, o que você acha que vai mais ficar guardado na memória do catequizando? A palavra ou a imagem? A teoria ou a prática? O conselho ou o exemplo?

Para mim, a lembrancinha melhor, além de uma boa catequese que permita ao catequizando compreender a ressurreição, é a própria imagem de Jesus ou uma imagem do cordeiro que é um símbolo  da Páscoa no Antigo Testamento. 

E a verdade é esta: O consumismo pelo ovo faz a "páscoa" de muitas crianças quando os pais têm condições financeiras, mas, nas famílias carentes, o coelhinho  não vai levar nada, nada, nada. Já a Páscoa cristã é gratuita, acessível para todos independente da classe social. Ninguém fica de fora desta grande festa (a não ser que queira). O banquete é preparado para todos. Posso te confessar uma coisa? Eu  não recebia ovos de chocolate quando era criança. Meus pais não tinham condições de comprar. 

Infelizmente,  os símbolos do coelho e ovo viraram mercadoria para encher os bolsos de dinheiro dos comerciantes e gerar lucro, não "vida nova". Precisamos estar atentos!  Como catequistas não podemos cair nessa armadilha. 

Cris Menezes


***

Sugestões de lembrancinhas


Site: Ministério Gospel Infantil

Site: Sheila pinturas e escolinha bíblica


Site:
pequeninos-de-jesus




17 março, 2016

A importância do grupo- Dinâmica para encontros com catequistas-



Weheartit


Dinâmica: Os cegos e os mudos

É uma técnica de expressões sensoriais e auditivas de sentimentos e emoções na qual a linguagem verbal é mínima.
Objetivo: Refletir sobre o trabalho em equipe
Recursos  materiais: Vendas de tecido, algodão para proteger os olhos, fita adesiva, espaço amplo e seguro que permita evitar ao máximo acidentes durante a atividade.

Formar duplas: uma pessoa fará o papel de cego e a outra de mudo.
Entregar vendas e fita adesiva a cada dupla. Depois de dar instruções para que comecem a andar, enfatizar a necessidade de que cada pessoa se aproprie de seu papel para que possa perceber ao máximo suas próprias reações, as atitudes de seu parceiro e os estímulos do ambiente.
Convidar, então, os participantes a compartilhar a experiência. Ao final, perguntar: "Como você vivenciou o seu papel? Como percebeu seu parceiro? O que conseguiu captar do ambiente? O que aprendeu?"

Sugestões para o animador
-Estabeleça um tempo para o exercício, de acordo com a dinâmica interna do grupo.
-Se for oportuno, convidar as duplas para que troquem de papel e repitam o exercício.
-Caso alguém se recuse a participar do exercício, atribuir-lhe a responsabilidade de observar os diferentes comportamentos de seus companheiros.
-Evitar que haja brincadeiras pesadas que possam gerar desconforto ou acidentes.
-Sugerir que as pessoas que utilizam lentes de contato tomem as devidas precauções.

Gerar um ambiente de grupo baseado na confiança para resistir à angústia causada em algumas pessoas pelo fato de sentirem-se fisicamente limitadas.

Sugestão de texto 

Como matar um grupo

-Não compareça as reuniões.
-Se comparecer, chegue tarde.
-Se estiver frio, não vá.
-Se estiver presente, encontre falhas nos dirigentes, nos temas e em outros catequistas.
-Nunca aceite um encargo ou tarefa, pois é mais fácil censurar do que fazer algo.
-Apesar de tudo, sinta-se incomodado(a) se não o(a) levarem em consideração, mas se o(a) nomearem, não assista às reuniões de preparação.
-Se os dirigentes lhe pedirem para dar sua opinião sobre um assunto importante, diga-lhes que não tem nada a dizer. Depois da reunião/encontro, sim, diga como as coisas deveriam ser feitas.
-Não faça mais do que o absolutamente necessário, mas quando outros membros se puserem a trabalhar com todas a vontade e interesse, usando habilidades para que as coisas caminhem bem, então grite que o grupo está dominado.
-Quando for organizado um encontro em grupo, diga que o grupo está morto e que precisa de uma bomba para acordar.
-Se lhe pedirem para sentar à mesa principal, recuse com modéstia.
-Se lhe pedirem documentos, colaborações...não os mande.

(Autor desconhecido-Com adaptações)

Se leu tudo isso com atenção, pergunte-se "Sou individualista? Sou irresponsável? Tenho formação do ponto de vista social? Sou egocêntrico?

Dinâmicas do livro "Estratégias e jogos pedagógicos para encontros", Marta Lucia Bolivar Gutiérrez e outros. (Editora Paulinas)- Com adaptações

16 março, 2016

Sacramentos-Planejamento do Encontro para Catequese com adultos




Objetivo

Refletir acerca da importância dos sacramentos para formar a comunidade cristã e a Igreja, e para alimentar a é e o amor na vida de cada pessoa.

Ambiente
Se  o grupo for pequeno, colocar cadeiras em volta da mesa. Se for grande, fazer uma roda, pôr sobre a mesa, ou no meio da roda, alguns símbolos dos sacramentos: água, vinho, pão, óleo e sal.

Abrindo a Bíblia
Os evangelhos foram escritos anos depois da morte e ressurreição de Jesus. Por isso eles contam aquilo que os discípulos não esqueceram nunca mais, porque foram acontecimentos cheios de amor e de emoção. Uma das cenas que ficou para sempre no coração dos discípulos foi a última ceia (Ler Lc 22,19-20).
Durante a última ceia, antes de Jesus entregar-se como alimento, no pão e no vinho, ele rezou muito ao Pai e consolou os amigos, que estavam angustiados com a despedida. No fim, prometeu-lhes o Consolador, o Espírito Santo, que nós, cristãos, também recebemos nos sacramentos do batismo e da confirmação (Ler Jo 16,5-7).

Outro acontecimento que os seguidores de Jesus nunca mais esqueceram foi o último pedido dele, na hora de voltar para o pai, depois de sua morte e ressurreição: Jesus os enviou a proclamar o Evangelho e a batizar todos os que cressem nele (Ler Mt 28,18-20).

Escolhe um dos três textos lidos e aprofundá-lo, segundo os passos da leitura orante.


Comentário
Quando esses trechos dos evangelhos foram escritos, as comunidades cristãs eram formadas por pessoas que não tinham conhecido Jesus, mas acreditavam nele, ressuscitado e presente em sua vida e na comunidade. A fé se fortalecia pelos sacramentos: pelo batismo as pessoas passavam a fazer parte da Igreja, a eucaristia era o centro da reunião fraterna da comunidade e a confirmação era dada antes do envio de missionários para testemunhar e Evangelho e anunciar Jesus.

Até hoje, na Igreja, são os sacramentos que fazem crescer em nós a fé e a graça de Deus, alimentam a vida cristã e nos dão força para amar a Deus e aos irmãos e irmãs.

Rezando a vida e a Bíblia
(Mostrar que os símbolos que estão na meio da roda são alimentos também. Deixar que cada pessoa diga quais são os benefícios do pão, do vinho, da água, do óleo e do sal em nossa vida física.  Motivar o grupo a fazer orações espontâneas, pedindo a Deus que os sacramentos tragam para nossa vida espiritual tudo aquilo que os alimentos trazem para o nosso corpo. Encerrar a oração com o texto de Paulo [1 Cor 1,4-9], rezando na Bíblia, por versículos.

Benção: Que Cristo ressuscitado nos dê a graça de alimentar nossa fé, esperança e caridade por meio dos sacramentos.

Todos(as): Amém!
Animador(a): Vamos levar a todos a alegria da graça de Deus Pai, Filho e Espírito Santo.
Todos: Amém!
Animador(a): Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo.
Todos(as): Para sempre seja louvado.
Levando a Bíblia para a vida
Diante do que refletimos, que Deus nos pede?
Que vou fazer nesta semana?


Lendo a Bíblia em casa
Jo 15, 1-11- Somos chamados a viver em Cristo como ramos unidos ao tronco. Ele alimenta em nós sua graça por meio dos sacramentos.

Retirado do Livro "Viver em Cristo", CNBB.

14 março, 2016

Por que domingo é dia do Senhor?

Uma catequizanda me perguntou por que não temos o sábado como dia de descanso, eu expliquei. Como sei que é um questionamento muito comum, copio aqui um trecho do livro"Iniciação à vida cristã" (Paulinas) que fala um pouco sobre isso.



"Como Tomé, muita gente hoje não participa da vida em comunidade aos domingos. O dia de domingo é importante para encontrar-se com a família, descansar e sentir o prazer de viver, mas ele é feito especialmente para dedicarmos ao Senhor uma parte da nossa semana. Um dia não haverá segunda, apenas domingo, e então será o Reino de Deus. Quem se esquece de Deus, trabalha ou vive o domingo só para si e sua família, só absorvido no seu lazer, esquece o verdadeiro sentido desse dia.

Os primeiros cristãos, por serem judeus, continuavam frequentando a sinagoga aos sábados e seguiam a lei mosaica. Logo, porém, assumiram o domingo como o dia em que a comunidade se reunia para celebrar a fé em Jesus ressuscitado. De fato, Jesus venceu a morte no primeiro dia da semana, ou seja, no domingo. Por isso o domingo passou a ser, para o seguidores de Jesus, o dia em que se celebra a vitória da vida sobre a morte. No livro do Apocalipse (1,10), o domingo é chamado de "dia do Senhor" e parece ser justamente esse o sentido desta palavra.

O dia de descanso serve para lembrar o porquê do trabalho: Deus trabalhou durante seis dias na criação do mundo e descansou no sétimo; Pelo trabalho, o homem participa na obra da criação."

Fonte: Iniciação à Vida Cristã. Autores: Leomar Antônio Brustolin e Antônio Francisco Lelo.

12 março, 2016

Quem é Jesus? Planejamento para catequese de Crisma com adultos



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Parte1: Retirado do livro "Viver em Cristo" (CNBB)
Abrindo a Bíblia- Lc 4,16-21 
Jesus na sinagoga de Nazaré. 

Comentário: Quando Jesus entrou na sinagoga de Nazaré, cidade onde morava, e se levantou para ler, ninguém viu nada de especial nisso. Com certeza ele fazia a leitura da liturgia desde adolescente. O problema é que ninguém imaginava quem,m ele era de fato. Todos o conheciam como o filho do carpinteiro, que nasceu pobre como eles. 

Jesus abriu o rolo e leu o livro de Isaías, depois disse que a profecia estava acontecendo. As pessoas nada entenderam e até quiseram linchá-lo. Mas não tiveram coragem. Naquele dia, ele apresentou o seu programa de vida e de missão: " O Espírito está sobre mim... Ele me ungiu e me enviou." O programa de Jesus é bem claro: ele quer libertar, ajudar, salvar e amar a todos.

O reino de Deus, que Jesus veio anunciar e viver, já começa aqui na terra.Quando uma pessoa é capaz de amar e viver a justiça, a solidariedade, a comunhão, o mundo se torna melhor. Somos chamados a preparar o mundo para o encontro definitivo com Deus, na eternidade. Talvez falte muito tempo para isso, porque ainda existe muita escravidão e opressão, mas transformar o mundo é a missão do cristão; e a vida em comunidade é sinal de que isso é possível.


Parte2 - Desenvolvimento do tema (Livro Seguir o mestre, A.F.Blankendaal)

-Situação social e econômica onde Jesus se criou- Palestina
A Palestina era principalmente uma região agrícola. Havia também a pecuária, pesca e artesanato. As profissões mais comuns eram as de carpinteiro, pedreiro e tecelão.

O comércio entre as regiões era intenso. Nas cidades viviam os proprietários de grandes fazendas, os grandes e pequenos comerciantes, artesãos diversos, funcionários públicos, coletores de impostos, uns sacerdotes. Também havia um número razoável de pobres, mendigos, deficientes, desempregados.
No campo viviam pequenos camponeses, assalariados( boias-frias), diaristas, escravos. Todos eles pobres e explorados pelos altos tributos.

Os impostos cada vez mais altos (chegavam a 30% ou 40% da produção), eram cobrados para manter o exército romano e os funcionários.  Parte deste tributo ia para as elites de Roma. Também o templo de Jerusalém e a aristocracia recebiam parte dos tributos.

Além da cobrança exagerada, havia muito desvio de dinheiro público.

Jesus morava numa aldeia no campo, em Nazaré, como carpinteiro e lavrador. Trabalhava em troca alimento ou de dinheiro para sobreviver. Jesus nunca apoiou essa situação de miséria e empobrecimento imposta ao povo pelos governantes.

As classes sociais eram bem divididas entre ricos e pobres. Havia muitas maneiras de marginalizar grupos de pessoas (pela profissão, pelo defeito físico, pela doença etc). O povo não tinha voz nem vez. A sociedade era individualista, separatista, racista, escravista.

Jesus aparece com uma proposta nova de vida e relacionamento com pessoas. Ele quer todos iguais e respeitados.

Família patriarcal: o pai era o centro, tinha autoridade sobre tudo e sobre todos. A mulher não participava da vida social. Era inferior ao homem em tudo. Devia obedecer e ser mandada por ele. As filhas não tinham o mesmo direito que os filhos. -Todo o povo da Palestina acreditava em um só Deus, mas havia correntes diversas na religião. Os que eram da classe dominante se aproveitavam da religião para permanecer no poder e continuar tendo seus privilégios. Os que eram da oposição queriam, em nome da fé, mudar as coisas. Cada um esperava um Messias, mas conforme as suas conveniências. Um movimento religiosos diferente era o dos batistas, mais abertos ao povo. Jesus se aproximou deste movimento quando recebeu o batismo no rio Jordão.

O povo vivia sem orientação ("ovelhas sem pastor"), perdidos no meio das opiniões divergentes. Muitas vezes o povo era manipulado para um outro lado. Jesus aparece com sua proposta e sua prática diferente; (...) assume posição ao lado dos trabalhadores explorados, marginalizados e excluídos.
Jesus propõe acabar com um sistema que leva à morte e vem implantar o reino de Deus para que todos tenham vida em abundância. Um reino de amor, fraternidade e partilha.


Jesus dá pleno cumprimento ao projeto de Javé

Jesus ao atingir aproximadamente 30 anos (Lc 3,23) vivia em Nazaré da Galileia. Então se apresentou ao povo com sua mensagem e missão (Lc 4,18-19). Jesus tinha convivido com agricultores explorados, assistiu à explosão de violência, a formação de grupos de resistência (Barrabás) e defesa da vida do povo, presenciou a tradição dos antigos (Mc 7,1-5), interpretada do jeito deles. Estes escribas proponham uma vida cheia de normas e obrigações (Mc 7,6-13). Jesus viu também a piedade confusa e resistente dos pobres, bem expressa no Cântico de Maria (Lc 1,46-55) e também na esperança de um novo Êxodo, de experiência da libertação (Lc 1,71-75).

Jesus tornou-se aluno dos fatos (onde Deus está presente), cresce no meio dos conflitos, da exploração, da convulsão social, da desintegração crescente. Assim, sempre unido ao Pai em oração, Jesus vê a chegada a hora de anunciar a Boa-Nova do Reino: a hora de agir de forma concreta e radical. "Esgotou-se o tempo (prazo)! O Reino de Deus está aí. Mudem de vida!" (Mc 1,15-45).

Jesus se apresenta como o Messias-servo, não como "poderoso, prepotente, ditador. Ele propõe o Ano da graça", isto é: trazer de volta aos pobres tudo o que lhes foi tirado no decorrer da história. Tudo isso ara viver a Nova Aliança com Deus Pai.


Hoje ainda há gente profundamente ligada às propostas de Jesus. Gente que luta pelos direitos de seus irmão, gente que tenta mudar a sociedade para que ela seja mais de acordo com o que Jesus nos trouxe. Temos pessoas que até a morte confirmam este caminho: dom Oscar Romero, pe. Josimo, Ir. Adelaide, Margarida Alves, Chico Mendes, Santo Dias e outros.

Agir
O que você acha mais importante nas propostas de Jesus? Por quê? Como eu identifico aqui no meu estado e no Município movimentos e lutas que estão acontecendo de acordo com essas propostas de Jesus? Tenho condições de me aliar a um desses movimentos?
 Para se posicionar diante do mundo( nossa sociedade) devemos conhecer bem a realidade, discernir o que está por trás das coisas. O poder é exercido a favor de quem? As coisas, as posses servem a quem?

Depois nos perguntamos:
Onde Jesus se colocaria hoje?
Ele votaria em qual partido?
Com que tipo de movimento ele iria se simpatizar mais?Como Jesus ia se posicionar diante das práticas religiosas? A partir dessas respostas, sou capaz de fazer a opção por algum movimento, alguma luta que Jesus certamente apreciaria hoje?


Jesus se coloca ao lado dos excluídos

Jesus vive a maior parte de seu tempo com aqueles que não tinham lugar a sociedade.
-Prostitutas: repudias pelos fariseus. Condenadas, Jesus as reconhece como pessoa, lhes dá valor, confia na recuperação delas.
-Publicanos: gente desprezada, porque colabora com os romanos e muitas vezes cobrava demais, zombava do povo. 
-Leprosos: marginalizados por sua doença contagiosa e considerados cheios de pecado. Jesus os toca e os limpa, desenvolvendo-os à sociedade (Mt 8,2-4;11,2-6).
-Mulheres: pessoas de segunda categoria, sem voz nem vez... Jesus as acolhe na sua companha (Lc 24,1-11).
-Crianças: desprezadas pela sociedade machista. Só têm valor após os 12 anos. Jesus as apresenta como professores dos adultos para entrar no reino (Mt 18,1-5; 19,13-15).
Samaritanos: tidos como uma sub-raça, por se misturarem com estrangeiros e não possuírem uma Religião pura como a de Israel. Jesus apresenta um samaritano como modelo que cumpre a lei (Lc 10,25-37; 17,11-19).
-Famintos: pobres tomados por preguiçosos e não cumpridores exatos da lei. Jesus os acolhe como rebanho sem pastor, lhe dá comida..
-Mulher adúltera: podia ser apedrejada pelos costumes da época. Jesus a acolhe, defende e perdoa (Jo 8,03-11).
-Pescadores: para a religião estavam perdidos, pois a profissão os impedia de cumprir suas obrigações religiosas. Jesus os chama para serem discípulos (Mc 1,16-20).
Jesus deixa bem claro que sua avaliação da realidade social é totalmente outra. Condena os ricos que só querem para si e não partilham (Lc 6,24-26). Ao jovem rico apela para a partilha e fica triste quando este não aceita o desafio (Lc 18, 18-23).

É claro, Jesus fez opção pelos pobres, sai em defesa dos marginalizados. Quem quiser ser discípulo é chamado à mesma atitude.

Daí a obrigação do cristão de entrar nos movimentos que se alinham com o projeto, o jeito de Jesus. Tudo é luta em favor dos pequenos, dos trabalhadores, dos marginalizados, é lugar para o cristão se sentir bem.

Há consequências? Claro que sim, Jesus foi morto na cruz por causa dessa atitude de solidariedade com os oprimidos. Os grandes não queriam mudanças, não queriam largar suas riquezas, não aceitavam a partilha. E mataram Jesus.

Para nós, há o mesmo perigo. Sofrer por causa de posições corajosas em defesa dos pequenos não é estranho. E a cruz que faz parte da vida do cristão.

Agir
A defesa dos pequenos/pobres/marginalizados não é tarefa para alguém empreender sozinho. Precisamos de organização.

Em qual luta organizada (partidária, sindical, popular) eu posso me engajar?

Jesus deixa bem claro que sua avaliação da realidade social é totalmente outra. Condena os ricos que só querem para si e não artilham (Lc 6,24-26). 
É claro, Jesus fez opção pelos pobres, sai em defesa dos marginalizados. Quem quiser ser discípulo é chamado a mesma atitude.